Muitas vezes, recebemos em nosso laboratório torquímetros “novos”, mas totalmente fora de especificação. O motivo quase sempre é o mau uso operacional. O torquímetro é uma ferramenta sensível e exige cuidados específicos para manter sua precisão.
Listamos abaixo os 5 erros mais comuns que cometem nas oficinas e indústrias:
1. Não “zerar” o torquímetro após o uso
Este é o erro número 1 em modelos de estalo (click). Ao terminar o serviço, é obrigatório retornar o ajuste para a escala mínima. Por que? Deixar a mola comprimida sob tensão durante a noite ou final de semana causa “fadiga elástica”, fazendo com que a ferramenta perca a força e aplique torques errados no futuro.
2. Usar o torquímetro para soltar parafusos
Torquímetros foram desenhados para apertar (sentido horário, na maioria). Usá-los como alavanca de força para desapertar parafusos travados força o mecanismo da catraca e pode empenar o quadrado de encaixe, inutilizando a calibração.
3. O “Duplo Clique”
Em ambientes barulhentos, o operador às vezes não ouve o primeiro estalo e continua fazendo força, ou dá um “segundo aperto” para garantir. Isso gera sobre-torque, podendo espanar roscas ou quebrar parafusos críticos.
4. Segurar fora da empunhadura
A calibração do torquímetro é calculada considerando a força aplicada no centro da empunhadura (cabo). Segurar no meio do corpo da ferramenta altera o braço de alavanca e falseia o valor de torque aplicado.
5. Falta de Manutenção Preventiva
Sujeira, graxa velha e falta de lubrificação travam os mecanismos internos. Um torquímetro “duro” não estala na hora certa.
Seu instrumento apresenta algum desses problemas?
Se você identificou esses erros na sua equipe, é provável que seus instrumentos estejam reprovados. A Calibratec é especialista em Manutenção e Calibração de Torquímetros, recuperando ferramentas danificadas com peças originais.



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